Um som.
Preciso de um som que me aqueça a alma, porque sei que seja o que for o que faz barulho está lá.
Está lá ao contrário de tudo o que me foi abandonando ao longo do tempo, deixando-me existir apenas comigo mesma. Tenho saudades. Tenho saudades de tudo o que foi e me deixou. Tudo, tudo mesmo. Mesmo daquilo que amaldiçoei ter encontrado, mesmo aquilo que quis, tive, gostei e deixei ir embora por livre vontade.
Tenho saudades de vocês todos, corpos invísiveis a esta luz. Mostrem-se para mim! Brilhem para mim. Façam-me acreditar que eu não vivo sozinha, por dentro desta paredes que choram em lágrimas silenciosas, transparentes.
Tomara que esta vida tivesse mais som, tivesse mais sinais que haveria vida a viver dentro dela! Mas não, o escuro, o vazio, o sombrio, o frio, apodera-se de tudo isto meu e consome-me violentamente até saber que não resta mais nada. Não me resta mais nada a não ser viver. Viver, pesada e solitariamente, envolta neste corpo que pesa, que me dói de tão pesado. Tudo o que em mim vive chora. Chora por algo que teve e deixou partir por estupidez, por uma teimosia cega e doentia.
Porque não te ouço, companhia solitária?
Porque não te ouço, companhia solitária?
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