terça-feira, 11 de dezembro de 2012

As maravilhosas coisas que se encontram no fundo do baú.

Não tenho nada contra. Faças o que faças, ignorando o não o que digo, não tenho nada contra. Prefiro não me importar com coisas que me importam do que me importar com algo sem interesse nenhum. Sim, continua. Finge que não existo, que caminho lá ao fundo na paisagem, muito longe para me apanhares. Não, não vou fazer qualquer intensão de correr, chamar, acenar para que me vejas. Se te importasse, vias-me como eu te vejo. E acredita que não é preciso muito para eu notar que és tu no meio da confusão. Por isso não tenho nada contra, nada contra ti. É mais para com a tua atitude impassível que quem é importante e deve ter todos a seus pés. Deus, como me irrita essa atitude, mas, ao mesmo tempo, porque haverei eu de estar tão encantada? Não será decerto pela atenção que me dás, bem pelo contrário, mas provavelmente a luta que nunca te deixei ganhar. Um dia, um dia perceberás que a distância entre a tua paisagem e a minha é muito menor do que pensas e quererás correr para mim. Ai, tomara que não me apanhes. Quero que proves um bocadinho do teu próprio veneno, e me admires de longe, como quem admira uma miragem de um oásis no deserto.
Porque me olhas assim? Porque olhas o meu riso? Não gostas que ria? Ou será mais a minha vontade de não me importares que te incomoda? Sim, quero rir para veres que não importo, mesmo que isso não seja verdade. Quero rir para não pensar que estás aí impávido a tudo o que faça. Sim, quero rir para não pensar em ti. Satisfeito? Dói, dói pensar que te tenho aí tão perto, mas mais longe do que se estivesses do outro lado do mundo.
Mas porque não vês as mesmas cores que eu vejo? O azul para ti não é azul? O vermelho não será vermelho? Não serão os meus olhos verdes e os teus dessa cor que Deus pintou perfeitamente? O que será que tu tens e eu não tenho para me olhares tão distantemente como olhas? Pareces viver nesse pedestal observando-me de longe, ainda que despreocupado. Um dia verás… Um dia verás como eu já não te vejo dessa forma mesmo querendo tu o contrário, verás.


Bem, aqui no fundo dos meus ficheiros fui encontrar esta preciosidade. Decidi perder a cabeça e partilhar! Fases, são fases da vida de um ser humano...

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