e a vida quebra a voz.
Eu não tenho mais vida
que chegue àquela foz.
As forças caem,
o chão abre e consome
toda a luz que pinta.
O que resta é fome
De algo que ficou lá na vinda.
Tomara que Deus descesse à Terra
e com ele trouxesse
Aquilo que lá ficou antes de eu nascer.
Hoje sou o deveria ser
Mas não tenho o que deveria ter.
As almas que gritam em mim
são demónios com asas e uma auréola a brilhar,
mas ao invés de cantarem,
rasgam-me o corpo em dores que me quebram ao findar,
A cura talvez a encontre
num corpo fora de mim,
pois tudo o que me resta
é um suspiro
e a morte
o fim.
o final está fantástico!!
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