São fases.
Tanto quero estar sozinha, como quero estar contigo. Tanto quero desaparecer, como quero estar no topo do mundo. São decisões. Momentos entre duas vírgulas que chegam a mudar aquilo que quero para mim. São nervos. Uma palpitação no peito, uma respiração cortante, um pensamento errado. São vidas. A minha cruzada com a tua e a minha a ser construída na tua.
São medos.
Não me deixes. Não deixes que o frio toque a minha pele. Não deixes de me sorrir, de me olhar, de me tocar. Não leves de mim o cheiro cravado num canto da minha memória, nem o frio do anel que jaz no meu dedo. Que não se afaste de mim o que algo ousou transpor no meu caminho. São caminhos cruzados, céus em flor, flores que nascem sob o sol, isto que em mim ousou florir. As cores já pintam a folha de papel do meu corpo. As tuas cores, a tua marca, a tua tinta, presa em mim até que deixe de viver.
São certezas.
A certeza do olhar, a certeza do viver, a certeza de mais um passo sabendo que atrás de mim caminha a tua sombra.
Que nunca se apague esse meu sol.
Que nunca se acabe a minha cor.
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